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10/08/2020

Dopping x Suplementos Alimentares: Qual a relação?

Com a finalidade de tratar condições patológicas e, muitas vezes, melhorar performance, os medicamentos e suplementos no âmbito das atividades físicas e desportivas têm características peculiares. Quando se trata de atletas de alto rendimento, seja profissional ou amador essa busca é ainda mais
acentuada.

 

Pequenos detalhes fazem a diferença em milésimos de segundos extremamente representativos no final da prova, na recuperação efetiva no período intra treinos ou na resistência e equilíbrio em provas de longa distância.

 

O consumo equivocado desses produtos e substâncias (por conta própria ou sob prescrição) pode impedir que os objetivos iniciais sejam atingidos e ainda podem causar danos irreversíveis à vida e saúde de praticantes de exercícios. Da mesma forma, essa distorção pode ter um efeito devastador na carreira de
atletas e competidores, especialmente em modalidades ou categorias de alta exigência.


Os suplementos alimentares são, na maioria das vezes, vitaminas, aminoácidos, proteínas e minerais que servem para COMPLEMENTAR a alimentação. Que fique claro: “COMPLEMENTAR” e não SUBSTITUIR! E feito com boa indicação de um profissional habilitado, só trará benefícios e satisfação ao atleta.


Existem diversos tipos de suplementos alimentares, como os de valor energético alto, à base de carboidratos, os hiperproteicos, os ricos em aminoácidos. Também são considerados suplementos os produtos termogênicos, hormonais e polivitamínicos.

 

Em contra partida, quando tratamos do uso de anabólicos, considera-se o uso de substâncias proibidas que estimulam o crescimento muscular ou melhoram o rendimento e resistência física do atleta, de forma artificial e passageira, conseguindo melhores resultados no esporte que pratica.

 

Devido ao fato das substâncias aumentarem temporariamente e a curto prazo o desempenho do atleta, é considerada uma prática desonesta. Por isso, muitos países controlam o uso dos anabolizantes, incluindo Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Oficialmente, no mundo dos esportes, o uso de anabolizantes é considerado dopping e o atleta é penalizado, podendo ser banido definitivamente.

 


De acordo com o Conselho Federal de Medicina em um consenso publicado ano passado é considerado doppping/dopagem a soma de pelo menos duas das três condições abaixo:

1) Uso de substâncias ou métodos capazes de aumentar artificialmente o desempenho esportivo;
2) Uso de substâncias ou métodos potencialmente prejudiciais à saúde do atleta ou de seus adversários, como as “drogas sociais”, que não aumentam desempenho, mas ainda assim são consideradas dopagem;
3) Uso de substâncias ou métodos que atentem contra o espírito esportivo do jogo; em outras palavras, contra o jogo limpo (fair play).


Ainda assim, os esteróides anabólicos, que surgiram na década de 1930, são utilizados no tratamento de algumas doenças. O produto serve para promover o crescimento celular e a sua divisão, desenvolvendo vários tipos de tecidos, principalmente o muscular e o ósseo. Para pacientes portadores do HIV, os  anabolizantes são recomendados para recuperar peso. Também há orientações médicas para reposição de algum hormônio deficiente, mas, sempre são recomendados em baixa quantidade e limite do uso.


Segundo médicos especialistas, alguns dos efeitos colaterais do uso de anabolizantes são: o crescimento de mamas e redução dos testículos, para os homens, e aumento de características masculinas, irregularidades ou interrupção na menstruação e alteração do apetite, nas mulheres. Outros efeitos colaterais são aumento de acnes, distúrbios no fígado, retenção de líquido, alteração do humor, psicoses, comportamento agressivo e queda de cabelo.


Diante desses fatos, fica clara a importância de orientação adequada no momento de aquisição do suplemento alimentar. Produtos de qualidade, procedência comprovada e laudos validados têm apenas a somar na eficiência do plano alimentar, periodização de treinamento e períodos competitivos.

 


 

Dra. Mariana I. B. Penatti
Nutricionista (CRN 3 - 26.444)
Formada pela Universidade Católica de Santos
Especialista em Bases Metabólicas e Fisiológicas na Ativ. Física e Nutrição (USP)
Especialista em Fisiologia do Exercício Aplicada à Clínica (UNIFESP)
Especialista em Nutrição Aplicada ao Esporte (USP)