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O que é amino spiking?

O que é amino spiking?

Nos últimos anos, um grande número de artigos e comentários sobre amino spiking tomaram conta dos principais sites e canais do mundo da suplementação.

 
Sem saber ao certo o que é exatamente amino spiking, diversas pessoas tentavam explicar o significa essa técnica que também foi destaque nos principais meios de comunicação dos EUA.
 
Curiosidade: a pronúncia da palavra “spiking” é similar a “spaiquin” e não “spiquin”. Na dúvida, use o tradutor do Google.
  

Onde tudo começou?

 
O termo amino spiking tomou conta das redes após consumidores dos EUA notarem que algumas empresas de suplementos estariam enganando o mercado com rótulos que não eram fiéis ao conteúdo dos produtos, mas que, por uma brecha na legislação americana, eram considerados legalmente aceitos pelo FDA (Food and Drug Administration, a ANVISA dos EUA).
  

Por quê amino spiking é um problema?

 
Em poucas palavras, amino spiking é um tipo de fraude que permite que empresas de suplementos iludam os consumidores, vendendo produtos inferiores mas que são capazes de passar nos testes de laboratório.
  

Como funciona o amino spiking?

 
Primeiro, vamos entender basicamente como os suplementos proteicos são analisados em laboratório.
 
Na metade do século XX, Johan Gustav Kjeldahl – cientista dinamarquês – desenvolveu o método de análise análitica que até hoje é utilizado para quantificar a quantidade de nitrogênio em materiais biológicos e não biológicos.
 
E por quê isso é importante? Bom, já que as proteínas são formadas por aminoácidos e os aminoácidos são compostos por nitrogênio, ao identificarmos a quantidade de nitrogênio numa análise, é possível determinarmos em seguida o total de proteínas da mesma.
 
Em outras palavras, o teste identifica a presença de nitrogênio e a partir da quantidade de nitrogênio, conseguimos saber a quantidade de proteínas no produto.
 
Ao perceberem isso, algumas empresas pensaram em uma forma de enganar os consumidores: encontraram uma maneira de aumentar a quantidade de nitrogênio nos testes laboratoriais sem aumentar a quantidade de proteínas adicionada no produto. Bastava adicionar aminoácidos baratos no produto, para reduzir o custo da produção e aumentar os lucros.
  

Amino spiking na prática.

 
Vamos a um exemplo prático porém fictício:
 

Produto 1:

20g de proteínas no rótulo.
 
O método de Kjeldahl aponta 3.2g de nitrogênio na amostra analisada.
 
Analista conclui que o produto tem 20g de proteínas por dose.
 
Lista de ingredientes não inclui nenhum aminoácido.
 
Produto aprovado sem fraude.

Produto 2:

20g de proteínas no rótulo.
 
O método de Kjeldahl aponta 3.2g de nitrogênio na amostra analisada.
 
Analista conclui que o produto tem 20g de proteínas por dose.
 
Lista de ingredientes inclui aminoácido creatina, 3g.
 
Produto reprovado por amino spiking.

 
Veja que no teste laboratorial, o resultado de nitrogênio é o mesmo para os dois produtos pois os aminoácidos adicionados (taurina, glicina, creatina) também influenciam na quantidade de nitrogênio total analisada. Porém, o Produto 2 contém 3g de creatina, o que nos leva a crer que tem somente 17g de proteínas sendo que os 3g complementam os 20g descritas no rótulo.
 
Desta forma, o consumidor é enganado, levando menos proteína pra casa.
  

Mais problemas do amino spiking

 
Um dos principais problemas deste tipo de fraude é o fato de atrapalhar a contagem de nutrientes e calorias de uma dieta bem planejada. Enquanto você acha que está consumindo o total de proteínas diárias que você precisa, na verdade pode ainda estar abaixo das suas necessidades, prejudicando seus resultados.
 
Outro problema claro é o fato dos aminoácidos adicionados terem seu custo muito inferior ao da proteína. Desta forma, a indústria adiciona ingredientes baratos e lista na tabela nutricional um total de proteínas que não corresponde à realidade – lesando o consumidor.
 
Em respeito aos consumidores e de acordo com nossos padrões éticos, a GTN® nunca se utilizou desta técnica. Tanto o GTN® Whey quanto o PROTN BLEND® são produtos que fornecem as quantidades de proteínas descritas nos rótulos, totalmente livres de amino spiking.

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